Toma o gosto ao palco em récitas de estudantes no Colégio de Nossa Senhora da Conceição, chegando a atuar com a companhia do T. Nacional de Almeida Garrett que, numa digressão ao Porto, precisa de uma criança. Profissionalmente estreia-se em 1914, no palco do Apolo Terrasse, sempre no Porto, na revista “Apolo Revista”. Estreou e agradou porque, logo em seguida passa a ser presença permanente nas revistas do T. S. João, tendo mesmo feito uma incursão a Lisboa, na revista “Lísbia Amada” levada à cena no T. República, em 1917. Em 1919, abandona o teatro. Regressa em 1928, em Lisboa, obtendo logo sucesso na revista “Mãe Eva”. Casada com o empresário e autor Lopo Lauer, forma a Companhia Maria das Neves onde desenvolverá a larga maioria da sua atividade. Em 1941, no auge da fama, Maria das Neves faz a revista “A Desgarrada” e retira-se, deixando um enorme vazio no teatro musicado português. Curiosamente no mesmo ano em que abandona a atividade como atriz, o realizador Francisco Ribeiro fixa-a, no cinema, no papel que a torna imorredoira.